quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mesmo Que Mude

Eu vou mudar. Vou gostar de coisas que você nunca imaginou. Vou aprender um outro idioma e morar em outro país. Vou fazer uma tatuagem, pintar o cabelo e deixar ele crescer. Meus livros favoritos vão mudar, assim como as músicas que eu vou escutar. Vou aprender a andar de salto alto e vou me maquiar. Vou adorar pegar o metrô e passar alguns minutos olhando o céu. Eu vou mudar.

Você vai mudar. Vai gostar de coisas que eu nunca imaginei. Vai começar a ler aqueles livros que eu gostava, vai desistir de ter uma banda e vai trabalhar atrás de uma mesa de escritório. Você vai usar terno todos os dias, mas nunca vai deixar de ser o “rebelde”. Vai dirigir aqueles carros que você dizia ser impossível de se comprar e vai morar naquele bairro que você dizia ser esnobe. Você vai mudar.

Eu vou voltar. Diferente, mas vou voltar. Vou passar em frente aquela loja de CDs que íamos sempre e você vai me ver quando o semáforo fechar. Você vai parar o carro no meio da rua e vai me assustar quando chamar o meu nome. Eu vou sorrir ao te ver e você vai me convidar para comer alguma coisa. Eu vou aceitar, você vai abrir a porta do carro para mim e vai dirigir.

Você vai me olhar disfarçadamente enquanto dirigi e eu vou fingir que eu não o vi. Vou sorrir para a janela quando isso acontecer. Você vai abrir a porta do carro para mim e vai me ajudar a descer. Eu vou ficar surpresa com o seu ato. Nós vamos entrar no seu atual restaurante preferido e vamos nos sentar num lugar reservado. Vamos conversar sobre tudo o que mudou. Você vai ficar surpreso ao ver minha tatuagem. Eu vou ficar surpresa ao saber que você usa terno todos os dias. Nós vamos rir.

Eu vou ficar feliz de ver que você também mudou. Você também vai ficar feliz de ver que eu também mudei.

Vamos nos despedir. Você vai me oferecer uma carona, mas eu vou recusar porque a minha nova casa é perto dali. Você vai sorrir triste. Eu vou sorrir triste. Eu vou caminhar e olhar para o lado quando você passar de carro ao meu lado. Nós vamos sorrir um para o outro pela última vez, sabendo que é sempre amor. Mesmo que mude, vai ser sempre amor.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

As Palavras Vão...

Fiquei tentando decorar o que eu ia dizer quando a gente se encontrar, quando eu ver você. Mas sei que as palavras vão faltar e eu vou virar a próxima esquina para te evitar. Tenho tanta coisa pra falar e dizer que ainda penso em você é só mais uma delas.

Amanhã, quando eu acordar, não vou pensar em como seria se eu quisesse continuar com essas promessas falsas, com esses sonetos de farsas. Essa é minha opção. Minhas palavras são limitadas, meus pensamentos incompletos, mas no fundo eu sei que o meu coração ainda é seu.

Se acaso você me ver sozinha não se aproxime, por favor, porque as palavras vão fugir e eu vou ficar sem ter o que dizer. Só me deixe assim como eu estou.

Eu queria que isso mudasse, queria que esses sentimentos passassem. Mas esses sentimentos estão impregnados na minha pele, marcados como uma tatuagem. E te liguei só porque eu precisava te ouvir e quando você falou eu simplesmente desliguei. Não havia o que te dizer, nada ia mudar.

Me diga o que eu faço quando te ver. Me diga apenas o que eu faço para te esquecer. Me diga como eu faço para parar de te amar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

As Coisas Insignificantes



Sabe aquelas coisas simples que as pessoas ignoram porque, para muitas, são insignificantes? Eu acho que elas fazem toda a diferença.

Imagine se nunca perdêssemos tempo olhando para o céu, se nunca tomássemos banho de chuva, se nunca déssemos um abraço apertado, se nunca contássemos as estrelas, se nunca tivéssemos corrido descalços... A vida seria um poço cheio do vazio.

A nossa vida ganha sentido com essas coisas “insignificantes”, como uma amizade verdadeira, um olhar diferente, algumas palavras sinceras, alguns momentos toscos, andar de mãos dadas, um amor verdadeiro, uma risada espontânea... Imagine uma vida sem isso.

Repare nas coisas insignificantes e as aprecies porque elas fazem toda a diferença. Mesmo que sejam insignificantes.



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Adolescência



É aquela fase em que tudo muda: seus gostos mudam, suas opiniões mudam, suas roupas mudam,seu estilo muda, seu humor muda, seus amigos mudam, suas músicas favoritas mudam, os lugares que você freqüenta mudam... você muda. Aquilo que te fazia rir já não te faz mais, aquele garoto que você achava bonitinho já não parece mais tão bonitinho, aquele doce já não é doce o suficiente, aquele livro já não é mais divertido. Parece que nada te satisfaz e, quando isso acontece, alguém diz que é errado.

Parece uma conspiração, parece que nada dá certo!

Você odeia todo mundo e todo mundo te odeia. Todos falam sem parar a mesma coisa e você já não agüenta mais escutar os que os outros falam! Quando é sua vez de falar?

Você só quer sair, esquecer a vida, esquecer que você está diferente. Mas é só a adolescência.

É só aquela fase que você não sabe muito bem quem você é e, quando finalmente você acha que já descobriu, vê você já mudou de novo.